segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Estado do Amazonas é destaque na geração de empregos mesmo com a crise econômica

Por Ariane Rocha


Apesar da crise econômica mundial ter começado a produzir efeitos negativos nas linhas de produção das fábricas e nas vendas do Pólo Industrial de Manaus (PIM) o Estado do Amazonas é um dos que mais tem se destacado em 2008 na geração de empregos.

As estatísticas da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas (SRTE) mostram que, antes da crise econômica mundial a geração de empregos no estado seguia um ritmo de alta. Somente no mês de agosto de 2008 foram criados 4.634 postos celetistas, equivalentes à expansão de 1,32% em relação aos números apresentados em julho.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), este dado representa o segundo melhor resultado da série histórica para o período, superando apenas o registrado em agosto de 2005, com 5.113 empregos.

Este crescente percentual na geração de empregos atrai muitas pessoas de outros estados, como o vendedor ambulante, Gilberto dos Santos, 35 anos, natural de Paraná. O vendedor já passou pelos estados de Cuiabá, Mato Grosso e Rondônia até vir para Manaus em busca de trabalho. Ele veio para cá atraído pelas possibilidades de emprego no setor do trabalho informal no centro da cidade, onde atualmente comercializa todo tipo de meias. Gilberto diz que lucra por mês cerca de R$ 1.500,00 a R$ 1.800, o que dá para sobreviver e pagar a faculdade de Direito numa universidade particular de Manaus. Gilberto ressalta que para garantir este lucro trabalha todos os dias, de segunda a domingo.

Ainda segundo dados do Caged, no maior saldo entre os estados da Região Norte o Amazonas abriu 22.378 postos de trabalho no período de janeiro a agosto, o equivalente a um crescimento de 6,76% em relação ao período anterior. No mês de agosto os setores que mais se destacaram na geração de empregos foram as áreas de serviços com 2.768 empregos relacionados a imóveis, alimentação, indústria e nos ramos de mecânica, metalúrgica e dos subsetores de material de transporte.

No interior do estado do Amazonas algumas cidades também vêm apresentando crescimento na geração de empregos, mas o destaque é a capital Manaus com saldo de 3.073 empregos, estatística do mês de julho.

Atualmente, em Manaus, devido à crise financeira mundial, o impacto sob as indústrias do PIM vem acontecendo aos poucos. Algumas empresas já estão enfrentando a situação. Uma dela é a empresa do ramo de duas rodas, Moto Honda, paralisou em outubro de 2008, duas linhas de produção e deu férias coletivas antecipadas para parte de seus 10 mil funcionários. Para tentar explicar a atitude tomada pela Empresa o presidente da Associação das Empresas Industriais e de Serviços do Pólo Industrial do Amazonas (Aficam), Cristóvam Marques, explicou aos meios de comunicação que, o motivo foi a redução do crédito no mercado, o que aumentou os juros e diminuiu os prazos dos financiamentos nas concessionárias de motocicletas no país.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec) que está em campanha para aumentar seus números, que atualmente é de, aproximadamente, 8 mil trabalhadores, a área de construção no Amazonas tem cerca de 20 mil trabalhadores atuando na indústria da construção civil, mas ainda pode crescer.

De acordo com a reportagem publicada no jornal Diário do Amazonas do dia 5 de outubro, antes da crise chegar ao Brasil, em Manaus, no setor de Serviços uma das profissões que estava sendo bastante procurada era a de corretor de imóveis. Isso ocorreu devido ao grande crescimento do mercado imobiliário que estava resultando em uma corrida para a área. A profissão chegou a aumenta 30% e em outubro de 2008 quando, antes dos efeitos da crise, atraía desde pessoas com ensino médio, engenheiros e até médicos.

A estatística do alto índice de empregos no estado do Amazonas não pôde estagnar a crise, o que não impediu que o Estado registrasse o seu mérito. Isto mostra que o ano de 2008 já pode ser considerado período de desenvolvimento econômico e social do Estado do Amazonas.

O superintendente regional do Trabalho, Dermilson Chagas, defende a necessidade de aperfeiçoamento e qualificação da mão-de-obra local e diz que apesar do destaque do Amazonas na Região Norte, a demanda de trabalhadores qualificados não atende atualmente toda a oferta de empregos existentes, sobretudo no Pólo Industrial de Manaus.

"Existem vagas na indústria amazonense, hoje a que mais emprega no estado, e que estão desocupadas pela falta de mão-de-obra especializada", disse.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Notícias do dia 19 de junho de 2008

Nacional

Presidente Lula reajusta o Bolsa Família

Por Etienne Lopes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, em Brasília, que vai reajustar em 10% os benefícios do Programa Bolsa Família.

De acordo com Lula, o motivo que o levou a tomar a decisão foi a alta da inflação em 2008, sobretudo dos preços dos alimentos de consumo popular, principalmente a carne, o arroz e o feijão.

“O Bolsa Família precisa de reajuste, porque é a parte mais pobre da população, que é afetada com o aumento dos alimentos", explicou Lula.

Segundo a reportagem da Folha de São Paulo, o aumento deverá valer a partir de julho, antes da eleição.

O Governo temia uma contestação judicial da medida, por este ser um ano eleitoral, mas o advogado geral da União, José Antônio Dias Toffoli, deu parecer jurídico de que não havia impedimento legal.

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Mantega, defendeu um reajuste de 6% sobre o total pago aos beneficiados pelo programa, mas o presidente achou pouco porque a inflação dos alimentos de consumo popular tem sido mais alta do que a elevação geral dos preços.

Criado em outubro de 2004, o Programa Bolsa Família é o principal programa social do Governo. Atualmente, os valores pagos variam de R$ 18,00 a R$ 172,00, conforme a renda mensal por pessoa da família e o número de crianças e adolescentes até 17 anos.

Local

FCecon ganha reforço no atendimento aos pacientes

Dentro de 60 dias a Fundação Centro de Oncologia (FCecon) vai ganhar reforço para prestar atendimento a seus pacientes. Cerca de 195 aprovados no concurso público da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) estão sendo convocados para iniciar as atividades.

Os profissionais chamados são enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes técnicos e auxiliares administrativos.

Com a ampliação do quadro serão ativadas quatro novas enfermarias e mais de 70 leitos. A partir desta nova configuração, a instituição passará a ter 148 leitos, sendo 18 em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Segundo o secretario estadual de Saúde, Agnaldo Costa, todos os equipamentos da Fundação estão instalados e prontos para atender a demanda de pacientes.

Com esse contingente, cinco novas salas do centro cirúrgico entrarão em funcionamento, o que permitirá que o complexo desta área, com nove salas, funcione plenamente. Dessa forma a fila dos pacientes que aguardam uma intervenção cirúrgica diminuirá.

“Médicos nós temos, o que está faltando é pessoal de apoio, porque são eles que ficam com os pacientes durante 24 horas”, revela o presidente da FCecon, João Baudino.

A enfermeira Tereza Maria Furtado Santos, 35, disse que mensalmente, mais de 7 mil pessoas procuram a instituição. “Muitas delas precisam ser operadas, mas a falta de leitos, salas cirúrgicas e pessoal impede que as operações sejam feitas”.

Internacional

Cresce o número de refugiados no mundo

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou ontem (17) que o número de refugiados e desalojados no mundo passou de 34,1 milhões em 2006 para 37,4 milhões em 2007, o que representa um aumento significativo.

Segundo o relatório das Nações Unidas, quase a metade dos refugiados do planeta saíram do Afeganistão ou do Iraque por conta dos conflitos políticos e sociais nessas regiões do globo. Este são também os principais motivos que levam pessoas a abandonarem seus países de origem.

O relatório aponta ainda que, hoje, existem cerca de 3 milhões de afegãos na condição de refugiados, a maior parte deles vivendo no Paquistão, embora 1 milhão estejam alojados no Irã. Ao mesmo tempo, aproximadamente 2 milhões de iraquianos refugiaram-se no exterior, principalmente na Síria e na Jordânia.